Make your own free website on Tripod.com


Trabalhos
 painéis, murais, revestimentos personalizados e objetos exclusivos



Entre em contato

Email: jfontes@zaz.com.br
Quadro de mensagens: Ver / Escrever
Fone: (0 xx 65) 223-4488

Endereço do atelier
Av. Pedro Alexandrino Lacerda, nº 337
Cavalhada
Cáceres - MT
78200-000
Brasil



Quem somos

Desde 1979, ocupávamos uma parte das instalações da Cerâmica Brasil, que produzia cerâmica vermelha para construção (telhas, blocos etc.), onde paralelamente, também, produzíamos pequenas quantidades de objetos artesanais de terracotta e ensaiávamos experimentalmente a produção de grés e porcelana.

Entretanto, com a crise econômica e a recessão, a produção de cerâmica estrutural foi desativada em 1998. A partir de então, iniciamos a readequação das instalações existentes e adquirimos alguns equipamentos necessários para ampliar a produção de produtos artesanais. Desta forma, demos ênfase à área de revestimentos personalizados; assim também, como a criação de peças originais de cerâmica artística vitrificada, como painéis e murais em relevo, fabricados de terracotta rústica (natural look) ou revestidas com engobes e vidros coloridos por óxidos metálicos e fundidos a 1050 ºC.

Produzindo objetos artesanais e de arte, com maior valor agregado e facilmente transportáveis, acreditamos poder derrubar as fronteiras territoriais que nos limitava, tendo em vista, principalmente, o nicho das classes de maior poder aquisitivo - privilegiadas dentro do contexto globalizado da economia.
Desta maneira, mesmo encerrando as atividades da nossa pequena empresa e demitindo abnegados funcionários, procuramos superar ou pelo menos minimizar os obstáculos que nos afrontam.

Temos que admitir, no entanto, que foi graças ao advento da Internet que pudemos ultrapassar todas essas fronteiras para muito além da mediocridade asfixiante que nos envolvia, abrindo as nossas asas sobre um mundo novo...

Mas, como ?... afinal, estamos aqui divagando sobre a "arte"da sobrevivência, sobre a política do aniquilamento nacional ou sobre artes plásticas?

Tem tudo a ver... acredito que, para a maioria dos artistas brasileiros a arte da sobrevivência está intrinsecamente ligada à todas as outras modalidades de artes, acima de tudo, para aqueles que sempre tiveram em suas vidas a grande frustração de ter que estar exercitando a arte da sobrevivência em detrimento do seu verdadeiro dom...
 


Quem sou

Afinal, quem sou eu para atrever-me a falar assim... de artes... Sem nenhuma credencial que me autoriza...
É melhor me apresentar:

Sou autodidata na área de cerâmica artística. Cursei durante dois anos (entre 1958 e 1960) a faculdade de arquitetura de Montevidéu (Uruguai) .  Lá, conheci um grande ceramista de nome internacional - Marcos Lopes Lombard - que era meu professor de "Expressão gráfica", na faculdade. Foi através dele que recebi os primeiros impulsos na área da cerâmica artística, quando então, a seu convite comecei a freqüentar seu atelier, ficando fascinado por essa arte. Ali, também conheci outro ceramista brasileiro de nome Sílvio que, também convidou-me para trabalhar em seu atelier; onde, também, o ajudei a construir um forno elétrico.

No final do ano de 1960, durante o intervalo de um ato festivo realizado no Instituto Cultural Uruguaio-soviético, presenteei ao adido cultural da embaixada russa com uma "obra" minha, realizada no atelier do professor Lopes Lombard.  Esse gesto valeu-me, dias depois, uma bolsa de estudos em Moscou.  Não se pode afirmar que o que impressionou mais o russo foi a arte da "obra" ou o gesto do "artista"; pois diziam que os russos não entendem nada de arte...

Um mês depois estava eu a caminho de Moscou, juntamente com a  jornalista e
escritora uruguaia Marina Viniars e mais dois bolsistas uruguaios da área de
letras.
Curiosamente, em Moscou, naquela época não pude dar prosseguimento
aos meus estudos de arquitetura porque era considerada pela junta
universitária como sendo, em nossos países, "reduto de pequenos burgueses a
serviço das classes privilegiadas"(?).... Diante de conceitos assim, fazer o que ? Aceitei, então, seguir o curso de engenharia mecânica, onde permaneci por oito anos, tendo no final de 1968 concluído o mestrado em "Motores de Combustão Interna".  Nesse mesmo ano parti para o Japão onde estive por poucos meses tentando inutilmente, através da má humorada embaixada brasileira, conseguir uma bolsa de estudos na área de cerâmica.

Em plena guerra fria e no período mais feroz da ditadura militar imperante no Brasil, para nós brasileiros com passagens pela Rússia (ex-União Soviética), era um grande risco voltar, assim como, também, era difícil permanecer por muito tempo em países capitalistas satélites (subservientes) dos Estados Unidos.

Após muitas vicissitudes tive de retornar novamente à Rússia e de lá para França onde após algum tempo consegui visto para Venezuela; para onde parti,  permanecendo por dez anos.
Em dezembro de 1969, após prestar concurso público,  ingressei como professor na faculdade de engenharia da Universidade Central de Venezuela - em Caracas, DF.  No final do ano de 1978 abandonei o magistério e voltei ao Brasil onde montei uma pequena cerâmica de material de construção aqui na cidade Cáceres (atualmente com 75 mil hab.), minha cidade natal (no Mato Grosso).
Pouco a pouco fui montando a parte da cerâmica artística (meu velho sonho).  Num laboratório simples, mas, bem organizado, fazia os testes que aprendia nas dezenas de livros que havia adquirido no exterior; tanto de cerâmica como de outras áreas técnicas correlatas.

Em 1982, no intervalo de  uma palestra sobre cerâmica artística, conheci o Sr. Carlos S.E. de Carvalho, na sede da Associação Brasileira de Cerâmica, em São Paulo e dele comprei o meu primeiro forno elétrico. Em base a esse, construimos outro, mais tarde, para temperaturas de até 1300º C .
Neles começamos a fazer as peças vitrificadas tanto de mayolica como de
louça branca e algumas de porcelana e grés.  Testávamos as fórmulas oferecidas nos livros russos, compatibilizando-as com a nossa matéria prima disponível.
Durante esse período eu treinava, também, alguns rapazes e moças que me ajudavam.

Em 1987 comprei em São Paulo outro forno elétrico semi industrial automático, com duas vagonetas,  65 KW , temperatura até 1200º C, da firma THERMOLAB de Guarulhos. Para isso foi necessário, também, a instalação de um grupo
gerador elétrico de 180 KVA, acionado por um motor Scania de 240 HP.
Em 1989 tivemos a nossa primeira encomenda de cerâmica artesanal vitrificada, para revestimento sob medida (personalizada), especificada pela arquiteta Fernanda Martins Portocarrero, de Cuiabá, MT.  Todos esses trabalhos foram executados em conjunto com meus auxiliares.

Há dois anos, desativamos definitivamente os grandes fornos à lenha e a óleo onde eram feitas, também, as queimas das peças de terracotta e construímos para este fim um forno menor, de 1.90 m de diâmetro, que funciona  utilizando um gasogênio (gerador de gás monóxido de carbono) para queima limpa (sem cinzas e fumaças), apesar de utilizar resíduos de madeira como combustível primário - serragem e cavacos.
Atualmente, terminamos a construção de uma mesa modular, com plataformas sobre trilhos e um pantógrafo especial, com auxílio dos quais poderemos executar grandes murais, com bastante comodidade e segurança .
 


Um sonho que ainda embala
 

Minha intenção, também, é reunir em um só local aqueles que sentem a atração natural pelo artesanato cerâmico e artes plásticas em geral e, desta forma proporcionar um melhor intercâmbio de idéias e técnicas utilizadas, no sentido de ressaltar, assim, tudo aquilo concernente às nossas caracteríticas regionais. Entretanto, neste item parece que o fracasso foi rotundo, pois ainda não encontrei aqui as pessoas certas e os meios necessários.  Apesar de já estarmos sediando uma Universidade Estadual o número de pessoas interessadas nesses temas (de cultura extracurricular) ainda é bastante incipiente. Tenho procurado contatar algumas instituições no sentido de propor o aproveitamento das estruturas existentes, para criação de um embrião de escola de arte, prevendo a contratação de professores e até psicólogos das áreas afins.
Assim, em parceria com instituições educacionais e culturais poderíamos contribuir mais, no sentido da valorização das artes plásticas, dos artistas e dos artesões locais. Contribuindo, também, de minha parte, com o meu modesto conhecimento técnico (prático e teórico) adquirido em muitos anos de vivência e de trabalho com diversos tipos de cerâmica.

Não obstante, continuo trabalhando com fervor no sentido de alcançar esses
objetivos; ao mesmo tempo em que dou orientação gratuita e incentivo a
alguns poucos interessados que têm me procurado.
Aqui, iniciamos desde a pesquisa dos materiais localizados em nossa região (argilas e outros), de sua preparação, purificação, até a queima final.
Agora, para concluir, resta-me dizer que as nossas portas estarão sempre abertas para você também. Faça-nos uma visita ...
 

                                                                                Joaquim Izidro Souto Fontes



 
 
 
Obs.-  Esta página ainda se encontra em construção. Logo publicaremos as fotos de nossas instalações e depois periodicamente as fotos dos nossos trabalhos.